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Fatura – Elementos indispensáveis

Esta é uma pergunta que me fazem muitas vezes por mensagem privada: Quais são os elementos indispensáveis a incluir numa fatura a um cliente? Hoje, mais uma vez, recebo esta mensagem frequente e parece-me que chegou a altura de criar este post. Então, quais são os elementos obrigatórios numa fatura? Normalmente, as minhas faturas incluem os […]

Guia rápido de teclas de atalho do SDL Trados

Estou a trabalhar num grande projeto com o SDL Trados 2011 e dou por mim a precisar de um guia rápido de teclas de atalhos do SDL Trados. Aqui fica um possível -  Os suspeitos do costume   O Top + Tagged: atalhos, guia, SDL Trados, teclado, Trados

Quatro traduções de um mesmo vídeo

(Atualizado com mais uma tradução amadora.)

Estes dias, passou a circular um vídeo que se tornou viral, sobre uma falsa vaga de emprego que parece impossível (propaganda de uma empresa de cartões).

Vários conhecidos começaram a pedir que fosse traduzido, e me ofereci para fazer a legendagem. De vez em quando eu traduzo algo de que gosto, para mim mesma ou para alguém querido. Foi o que fiz, traduzindo e editando o vídeo com legendas fixas.

Dois dias após ter divulgado o vídeo no YouTube, descobri outras duas traduções em português, publicadas quase ao mesmo tempo que a minha. Mais um par de dias depois, encontrei outra versão legendada que já se tornou muito popular.

Achei muito interessante comparar a redação, o estilo e as características técnicas (sincronia, subdivisão de legendas, ritmo de leitura) de duas traduções amadoras com a minha, que fiz usando os critérios da legendagem profissional com que trabalho normalmente.

São estes:

1 (amador, clique em ‘cc’ e selecione legendas em português)

2 (amador)

3 (amador)

4 (profissional)

Algumas ressalvas importantes:

Meu objetivo aqui não é criticar nem ridicularizar as traduções amadoras. Foram feitas por gente que, como eu, quis tornar um vídeo bonito acessível para pessoas queridas, e cumprem com esse objetivo. Também não me sinto de forma alguma “moralmente superior” a ninguém.

Por outro lado, o tempo todo ouvimos comentários sobre a excelente qualidade das traduções amadoras (“fansubs”). Inclusive já tive alunos que eram fansubbers e achavam absurdas as imposições técnicas nas quais eu insistia para conseguirem se inserir no mercado profissional, pois argumentavam que “todo mundo” elogiava seu trabalho.

Esta comparação é apenas uma boa oportunidade de destacar essas diferenças.

Essas legendagens amadoras cumprem a função de transmitir rapidamente um conteúdo em língua estrangeira? Sem dúvida.

Seriam aceitas por uma produtora de vídeo ou canal de TV como um serviço profissional? Em hipótese alguma.

Os textos contêm inúmeros problemas de tradução, gramática e estilo. Há legendas com tanto texto que não dá tempo de ler (ou, se conseguimos ler, não temos tempo de observar as imagens, o que é uma perda grave). A sincronia não está precisa, assim como a quebra de legendas e de linhas, e tudo isso exige um esforço redobrado do espectador para acompanhar as legendas, em detrimento da experiência prazerosa de assistir ao vídeo.

Todas essas observações se baseiam em conhecimentos bastante técnicos e nem sempre intuitivos.

Tudo isto não é para pedir elogios nem nada disso, absolutamente — eu continuo me aprimorando e não me considero dona da verdade.

É apenas para ilustrar o que qualquer tradutor qualificado já sabe: o bom resultado final de uma tradução é a ponta do iceberg, fruto de um esforço significativo de estudo, capacitação e treinamento, aliado a um trabalho intenso e extremamente detalhista durante o processo de tradução — tudo isso apenas para que o receptor desse conteúdo não note demais a tradução em si, como alguém que aprecia a paisagem sem reparar no vidro da janela.

E também para lembrar que ainda falta muito, muito mesmo, para sermos substituídos por máquinas ou por voluntários bem-intencionados, caso alguém tivesse alguma dúvida.

Novamente a discussão sobre dublagem x legendagem

Eu nem me lembrava de que o último que escrevi neste blog foi sobre o debate de dublagem x legendagem, que já mais parece São Paulo x Corinthians ou Flamengo x Fluminense, com a tendência a cada lado defender suas preferências pessoais como se fossem a única verdade possível. Mas a todo momento alguma notícia reacende esse debate, mesmo que a notícia em si nem diga respeito à forma de tradução — a mídia adora lançar polêmicas e, em frações de segundo, as pessoas voltam à briga.

Desta vez, uma longa discussão num grupo grande de tradutores profissionais surgiu por conta desta notícia sobre uma adaptação feita nas imagens do filme Capitão América para os diversos países de destino, inclusive o Brasil.

Embora eu já tenha comentado e escrito sobre o assunto em outros lugares, como nesta matéria sobre tradução audiovisual para a revista Língua Portuguesa, vejo que, mesmo entre tradutores, que supostamente deveriam ter um conhecimento um pouquinho acima da média sobre o tema, continuam sendo repetidos e reforçados argumentos infundados e baseados em preconceitos errôneos a respeito das diversas opções usadas para adaptar um filme a uma cultura diferente.

Então volto a expor minha opinião sobre essa questão — que, para falar a verdade, não entendo bem por que rende tanto debate.

Um desses preconceitos é a noção de que um tradutor “rebelde” qualquer, por conta própria, seria capaz de modificar um filme. Ouvimos isso sobre títulos de filmes, edições de imagem, de som, adaptações na tradução, etc.

O processo de tradução e pós-produção de um filme envolve várias empresas, muita gente e muito dinheiro. O tradutor é apenas um dos elos (um elozinho praticamente dos mais insignificantes) do processo, que não tem poder para tomar nenhuma decisão que minimamente fuja do padrão. Nenhum tradutor jamais decidiu o título de um filme, imprimiu cartazes e outdoors e os espalhou por todo o país, assim como não trocou uma imagem do filme original por uma imagem com textos adaptados. Tudo isso envolve muito dinheiro, muitas decisões, e o tradutor apenas cumpre ordens, talvez dê sugestões, mas definitivamente não toma nenhuma decisão nem tem controle sobre o resultado final do processo.

Isso sem dizer que, no caso de Capitão América, se trata da Disney, a distribuidora mais controladora do mundo com relação às traduções e adaptações, cujo processo começa muitas vezes seis meses antes do lançamento de um filme.

Outro preconceito é o de associar legendagem a superioridade cultural, inteligência ou “evolução” (acreditem, vi esse termo usado em um argumento), e dublagem a inferioridade, burrice e preguiça. Basta olhar para o resto do mundo e ver que isso não se sustenta. Eu já li bastante sobre o assunto e há especulações muito variadas sobre as origens das preferências de cada cultura por dublagem ou legendagem, mas não há explicações definitivas. Faço aqui um resuminho:

Por um lado, a dublagem se tornou obrigatória em muitos países durante regimes autoritários, por facilitar a censura e alteração do conteúdo estrangeiro (caso do Brasil e de muitos países da Europa quando da disseminação do cinema falado ou da televisão). Esses mesmos regimes costumavam usar como pretexto a acessibilidade para a parcela menos letrada da população, e muita gente até hoje faz essa associação, embora não se sustente em muitos casos.

Por outro lado, a pós-produção para dublagem é um processo muitíssimo mais caro do que a legendagem. No caso do Brasil, como a lei que previa a obrigatoriedade da dublagem se aplicava à TV, quando do advento do VHS — aqui é meio que teoria minha — as produtoras tenderam a optar pela legendagem por ser muito mais barata, considerando o volume de novas traduções a serem feitas. O DVD também tradicionalmente tem mais opções de legendagem do que de dublagem.

Pelo que li em textos da área audiovisual, o aumento proporcional da preferência pela dublagem no Brasil tem muito a ver com o maior poder aquisitivo de classes mais baixas, aliado a um investimento maior das distribuidoras na pós-produção de filmes, visando atingir um público claramente maior. O interesse é comercial, e mútuo. As distribuidoras não gastariam muitíssimo mais em adaptar o som e as imagens de um filme se isso não lhes desse um retorno bem maior do que inserir legendas, que é muito mais barato.

Cheguei a ver o argumento de que o aumento dos filmes dublados no brasil faria parte de um projeto político de emburrecimento da população. Pessoalmente, acho essa ideia teoria da conspiração demais, até porque esse argumento se baseia em um preconceito infundado (ou será que a população alemã é mais burra agora do que era há 50 anos?) e porque, particularmente, acredito que os interesses econômicos são muito mais fortes que os puramente políticos.

Já quanto às preferências pessoais (menos ou mais acaloradas) por legendagem ou dublagem, pelo que observo em diversos grupos e diversos países, é apenas questão de hábito e de gosto. Para alguns, não ouvir os diálogos na língua original é insuportável; para outros, ter que ler texto aplicado na parte de baixo da tela é um crime contra a experiência cinematográfica. Vai ter gente que odeia de morte uma ou outra forma, assim como tem gente capaz de morrer pelo Bragantino, mas aí se tratam de paixões pessoais, pouco fundamentadas na razão.

No Brasil, a parcela da população capaz de entender um filme estrangeiro sem tradução é tão ínfima que deve ser irrelevante para fins comerciais. A legenda obviamente não se destina a essa parcela. Aliás, eu arriscaria dizer que mesmo entre tradutores profissionais só uma parte bem pequena conseguiria entender realmente bem um filme falado na nossa segunda língua. Com apoio de legendas, quem já é bastante fluente na língua estrangeira consegue ir comparando original e tradução e preenchendo as lacunas, e assim formar a ilusão de que está entendendo a língua estrangeira (eu sou assim com francês: quando vejo filme legendado, sou francófona nata! Já sem legendas, só entendo “bonjour” e olhe lá.)

Pelo que vejo, essas pessoas costumam preferir a legendagem dos filmes na língua estrangeira que entendem razoavelmente. Já em outras línguas, tenho minhas dúvidas. Eu, por exemplo, gosto de animações japonesas, mas acho muito cansativo ver filmes longos legendados. Moro no Canadá e vejo filmes do Miyazaki no cinema dublados em inglês, feliz da vida. Talvez mais de um pense que a dublagem em inglês é muito melhor que a dublagem em português, mas nesse caso eu diria que é mais um preconceito bem arraigado.

Apenas para deixar claro: eu não sou “defensora” da dublagem. Nem sei fazer tradução de roteiros para dublagem. Sou tradutora especializada e professora de legendagem, e pessoalmente prefiro assistir a filmes legendados, na maioria dos casos. Só acho meio frustrante ver esses preconceitos contra a dublagem serem reproduzidos sem uma reflexão um pouco mais aprofundada, principalmente por quem é da área de tradução.

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Call for papers for the Istanbul conference on Transferring Cultural Images: Parallels between Stereotyping and Globalising Yeditepe University, Istanbul, 16-17 Sep 2014 For all information, visit the conference website http://culturalimages.yeditepe.edu.tr/ Please note the deadline for abstract submission: 25 April 2014. Fonte: Steven Dewallens

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Television subtitling for deaf and hearing-impaired viewers: a route to improve English language skills for UK migrants with normal hearing Supervisor Pair: Professor Bencie Woll and Dr Jorge Diaz-Cintas Potential Student’s Home Department: PaLS/DCAL A major concern in relation to migrants is the development of English language skills and of acculturation to British society. Television […]

23 ETC. Nuno Fernandes | Gestão de Projectos | 20 Mar, sala 5.1.

O Grupo de Investigação em Estudos de Tradução e Recepção do Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa – CEAUL convida para o 23 ETC … Estudos de Tradução à Conversa, que se realizará na quinta-feira, dia 20 de Março, na sala 5.1. da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, das 16h15 às […]

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